Olá Explorador/Moço,
As Tribos de Israel
De mochila às costas, carregando no peito a esperança na construção de um mundo melhor, começam a chegar à aldeia de Ombú milhares de jovens.
Ombú está em festa. De 1 a 7 de agosto realizam-se as festas da aldeia, em honra da sua padroeira, Nossa Senhora de Fátima, festa em que todos são bem recebidos. De lenço verde ao peito, aqueles jovens seguem a indicação do PR2, o percurso que os leva até ao Prado da Coragem, o campo onde durante 7 dias vão continuar a ser “Construtores do Amanhã”. Ao longe começam a avistar os contornos de uma estrutura circular.
Quando chegam ao Prado, a estrutura que avistaram ao longe surge agora à frente de cada um deles, imponente, majestosa: um Portal do Tempo. É uma estrutura circular, cravada de luzes estranhas que se acendem ou apagam sempre que alguém se aproxima ou afasta. À frente dessa estrutura estão várias caixas onde um dos habitantes da aldeia os convida a depositar as peças que conquistaram nos últimos meses quando começaram a descobrir o passado das suas unidades, o primeiro passo para serem “Construtores do Amanhã”.
Colocam as peças nas caixas que lhes indicam e, temerosos, entram no Portal do Tempo. Assim que se aproximam, o Portal ganha vida: uma luz azulada, brilhante, cada vez mais intensa, assinala o momento em que cada um deles passa o Portal do Tempo e desaparece do outro lado.
Estão agora no ano de 1185 a.c.
À sua frente surge um acampamento. No centro eleva-se uma tenda imponente, diferente de todas as outras tendas. À entrada um idoso, de cajado na mão, aguarda enquanto os jovens se aproximam, temerosos. Recebe-os com um sorriso e convida-os a sentarem-se por alguns momentos enquanto lhes explica onde estão.
O seu nome é Moisés e o povo que veem à volta é o seu, as doze Tribos de Israel. Depois de uma longa caminhada, as tribos descansam perto de uma cidade, Canaã, a Terra Prometida, a terra onde corria leite e mel. Conta-lhes que há muito tempo recebeu a visita de um mercador chamado Vicente que lhe fez um estranho pedido: acolher jovens de um tempo distante quando acampassem à entrada da Terra Prometida. Disse-lhe que um dia uma luz azulada intensa e vibrante iria surgir à sua frente e dessa luz surgiriam os jovens de que lhe falara. Esses jovens querem ser “Construtores do Amanhã”, mas para isso têm que percorrer um caminho novo e assim descobrir a força que guardam dentro de si, a amizade, o empenho, o exemplo, um caminho que irão percorrer com um sorriso nos lábios e CORAGEM no coração. Pediu-lhe ainda que lhes contasse a história do seu povo e os apoiasse nas viagens que iriam empreender para descobrir esse tal caminho.
Moisés acedera, e, tal como o mercador dissera, essa luz azulada surgiu e os jovens ali estão, sentados à sua frente. Cumprindo o que ele lhe pedira, Moisés convidou os jovens a montar campo junto deles. Durante o tempo que ali permanecessem, também eles iriam ser o seu povo, membros das doze tribos de Israel que se encontravam distribuídas pelo Prado da Coragem, divididas em quatro grandes acampamentos.
Em cada um desses acampamentos, iriam encontrar um Baú que o mercador lhe dera e dentro desse Baú objetos que ele recolhera nas muitas viagens que dizia ter feito. Não eram objetos normais, mas sim objetos que tinham o poder de os fazer viajar no tempo e assim descobrir diferentes tipos de Coragem ao longo da História e da Cultura da humanidade. Iriam conhecê-los ao longo dos próximos dias.
Assim que Moisés terminou, os jovens levantaram-se e encaminharam-se para junto das suas tribos. Era chegada a hora de montar campo e acampar com o Povo de Deus.